quarta-feira, 12 de abril de 2006

O reflexo no espelho

Vazia, a cama espelha o peito daquele amante
que antes dançava em par, agora queda distante
e de dor se vestiu tão grave

Macia, a carne cálida do corpo nu de sua amada
que antes entretecida à sua, agora fez-se alada
e de amor se tornou entrave

Noite alta vaza a alma quase inválida, naquele instante
querela muda clama ávida a presença pálida de sua dama
é sua imagem este reflexo, naquele espelho sobre a cama?
ou mero eco, vago e oco, de estrela morta ainda brilhante?

Por hora o amante inquieto chora, o mínimo vestígio de seu amor
serão dela aqueles olhos, lendo Pessoa, refletidos na janela daquele vagão?
será sua aquela imagem rouca, que espelha louca as quimeras do coração?
incógnito o reflexo no espelho, do amante que tão grave, se vestiu de dor.

6 comentários:

Lidiane disse...

Então, tire essa roupa.
Vista trajes da loucura e saia por aí, cheio de amor.
Desmedido e lúbrico.

LÉA MARTINS disse...

adão,
amei este! amei mesmo!

beijinhos,

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