terça-feira, 11 de abril de 2006

Ainda que pereça (III)

Eu rabisco algumas estrofes ao papel
sobre a mesa, e algo surge à pena rente,
intitulado desafogo, codinome poesia
E ainda que pereça,
que a rima esmaeça,
permanece a palavra que o
nome dela principia...

Eu carrego ao acaso um anseio inclemente
que arde incessante ao léu,
intitulado desejo, codinome tesão
E ainda que pereça,
que o desejo esmaeça,
permanece a carne espraiada,
inerte nas mãos...

Eu trago comigo um vazio imenso
que há muito existe, emoldurado em meu peito,
intitulado saudade, codinome paixão
E ainda que pereça,
que o vazio esmaeça,
permanece a suspeita de que
não existiu em vão...

5 comentários:

Lidiane disse...

codinome: poeta em poesia.

LÉA MARTINS disse...

querido: do amor só não vale a pena
a ausência!

beijinhos,

Tamara disse...

A-DO-REI "Ainda que pereça III". Esses codinomes devem estar sempre em harmonia.

Anônimo disse...

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Anônimo disse...

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