quinta-feira, 1 de dezembro de 2005

O desafio do temporal


The Storm, Van Gogh

Eu sou perfeitamente humano: tenho todos os defeitos do mundo.
Ando em círculos, às vezes para trás, mas faço o meu caminho.
Do trajeto de minhas pegadas é formada a minha estrada .
E apesar das pedras no caminho, aprendi a não parar.
Eu choro um pouco e sorrio um tanto. Mas ainda sonho, logo existo!
Não luto mais contra os moinhos, pois já aprecio o giro de suas pás.
Não tenho medo da morte nem do amor, apesar de não ter sido apresentado formalmente a nenhum destes dois cavalheiros.
De todas as certezas que eu tinha, permanece a de não ter certezas definitivas.
De tudo que vivi, me interessa o inédito.
De todos os amores que tive, me apraz o que ainda não conheci.
Não importa o rótulo, a embalagem, a etiqueta. Quero sorver o conteúdo desta garrafa desconhecida a largos goles.
Quero lamber a face da vida, com a volúpia dos amantes e sentir o mel de um beijo doce, com a delicadeza das abelhas.
Quero me despir dos antigos hábitos e vestir despojado o manto da novidade.
Quero mudar periodicamente as datas importantes de minha vida.
Quero plantar girassóis em meu quintal e colher estrelas ao deitar.
Quero sorver a vida a longos haustos.
Quero sentir o meu coração pulsar desenfreado, uma vez mais...
Quero estar aqui e ali, agora ou depois, nesta vida ou em outras, não importa...
eu quero amar... de novo , pela primeira vez...
Cheguei sem aviso, atrasado e faminto: - posso entrar? ...
esqueci as chaves!... trouxe comigo a pena... e o temporal...

3 comentários:

Anônimo disse...

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Anônimo disse...

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