terça-feira, 25 de julho de 2006

A escolha do guardião

“O mestre de um longínquo mosteiro procurava um substituto para uma importante função que acabara de ficar vaga, com a morte do antigo guardião.

Todos os discípulos foram então convocados para selecionar quem seria o novo escolhido. O mestre com serenidade, proferiu: - Será o novo guardião aquele que conseguir resolver primeiro o problema que eu irei apresentar!

Então ele colocou uma extraordinária mesinha de mármore no centro de um enorme salão em que estavam reunidos e, em cima dela, pôs um belíssimo vaso de porcelana muito raro, com uma rosa de indizível beleza e encantador perfume a enfeitá-lo.

Feito isto, ele apenas disse: - Aqui está o problema!

Todos ficaram olhando a cena: sobre a mesinha de mármore, ao centro, estava o vaso belo e raro, de valor inestimável, ornamentado com uma maravilhosa flor ! O que representaria? O que fazer? Qual o enigma?

No mesmo instante, um dos discípulos sacou uma espada, olhou o mestre, os companheiros, dirigiu-se ao centro da sala e ... VUPT! destruiu tudo, num só golpe!

Assim que o discípulo retornou ao seu lugar, o mestre disse:

- Você é o novo guardião! Não importa a extensão da beleza, nem do valor, nem do tamanho atribuído ao problema. Um problema sempre será um problema até ser solucionado. E só os verdadeiramente fortes tem a coragem de golpearem o que nos parece tão caro! ...”


Todos os dias, todos os dias mesmo, olho para a minha coleção de vasos e penso seriamente sobre qual devo quebrar primeiro. E você?

8 comentários:

Adão Flehr disse...

Importante: "quebrar os vasos" nem sempre significa destruir aquilo que para nós é problema. Muitas vezes, podemos eliminar o problema, transpondo, fazendo submergir, colocando em local claro e arejado... colocando-o frente a frente conosco...

LÉA MARTINS disse...

eu deixo quebrar uns de vez em quando rsssss. Adão, esta estória faz pensar! muito bacana.

bjs/Léa

Rossana Monteiro disse...

Que lindo ver vc escrever assim!! Nosso País precisa disso: Cultura, educação... essas coisas...
Saudades de vc !

beijos,

Rossana Monteiro

Tamara disse...

HUNF.

Tem um que eu olho, olho e olho. Ele me incomoda, incomoda e incomoda. E eu fico quietinha, quietinha e quietinha. Só esperando o momento certo para arrasá-lo: "Está no meu poder querer fazer você desabar".

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Viu, vou aguardar o "Retrato da jovem quando artista" {smile brega de tão envergonhado}.

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Rio? Por que o Rio?
Eu pretendo ir em agosto, uma senhora que conheci na viagem para Natal me convidou e é uma oportunidade para conhecer A CIDADE MARAVILHOSA.

Eu fiquei em Sampa mesmo, no interior. Fui para um parque aquático em Olímpia: muito ofurô, muita sauna, muito toboágua, muita tirolesa...

E você foi para algum lugar?

B-joooooooooooooooooooooooooos.

Lidiane disse...

Concordo com você: nem sempre significa destruir o problema.
Tenho, todos os dias, Adão, olhado para os meus problemas para descobrir a causa. E, aí sim, resolver.
Claro que na teoria é muito mais fácil. Mas... ninguém disse que seria rápido.
Aos pouquinhos eu consigo.
Você consegue e,
todos conseguimos.

Eu espero...

Beijoca doce.

Alex Ferreira disse...

As vezes penso em colocar todos eles (os problemas) arrumados como pinos de boliche e de uma tacada só derrubar a todos (risos).

abraços,
Alex

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