segunda-feira, 10 de abril de 2006

Ainda que pereça (II)

A manhã ensolarada que iniciou o dia,
desvelando o céu em azul formoso,
ainda que pereça, daqui a instantes
e entre pesadas nuvens esmaeça,
terá trazido luz e alegria
em meio a um dia chuvoso.

A minúscula flor que ali abriu, lirial,
no solo inerte do jardim arado
ainda que pereça, daqui a pouco
e que vestígio algum permaneça,
terá trazido beleza ao quintal
e o deixado ligeiramente perfumado.

A mão cariciosa que na cabeça jaz
recolhendo e delindo aflições,
ainda que pereça, daqui a algum tempo,
e o carinho aos poucos desvaneça,
terá conseguido por um instante fugaz
fazer adormecer as inquietações.

O amor perene que habitava sereno
no lado esquerdo esquecido,
ainda que pereça, daqui a algum dia
improvável, e sutil desapareça,
terá deixado o conforto ameno
de um dia tê-lo vivido.

4 comentários:

Lidiane disse...

Vale a pena ler, sim, vale a pena ler você.

Anônimo disse...

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Anônimo disse...

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Anônimo disse...

Really amazing! Useful information. All the best.
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